segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O dia que morri.


PARTE I
Eu morri. Dizem que quando coisas inesperadas acontecem nós temos que aceitá-las e foi exatamente isso que eu fiz. Aceitei morrer. Não tinha saída nem opções. Mas não tenho ódio do meu assassino, dele eu sinto apenas pena.
 Claro que eu não o agradeço por me matar aos 10 anos, mas o que mais eu poderia fazer diante disso? Sentir ódio eternamente enquanto assisto ele matar outras vítimas tão idiotas e ingênuas quanto eu fui? Não, de nada iria adiantar.
Mas eu não pensei sempre dessa forma, demorou 5 anos para aceitar a morte desse jeito e aonde eu estou o dia parece ter bem mais que 24hrs. Hoje era para ser o meu dia especial como é para todas as meninas ao completarem 15 anos. Nunca vou conhecer a sensação de comemorar esta data, dar o primeiro beijo ou ter o primeiro amor.
Vocês podem não entender, mas o que de fato me entristece é ver quem tem a chance de ter tudo isso e não dá valor. Talvez se estivessem em meu lugar pensariam da mesma forma que eu. Ou não.
Ainda lembro-me claramente de acordar no meu quarto, desligar o despertador e me arrumar para o último dia de aula na escola.
Abri as cortinas e admirava a neve que caía lá fora e, para mim a beleza dela era fascinante, passava horas a admirando da varanda ao lado do meu cachorrinho Bob. Minha escola ficava a alguns quarteirões da minha casa e eu sempre ia a pé e o Bob me acompanhava. 

 [...] Continuação

4 comentários:

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