Decidi criar o "De frente com a Ju" com o intuito de, através de perguntas sobre diversos assuntos, interagir com vocês. Acontecerá da seguinte forma, a cada post convidarei algumas pessoas para participarem, haverá uma breve apresentação (nome, idade, etc.) e depois partiremos para as perguntas.
Na página do Facebook, vocês podem estar dando a opinião ou aqui através dos comentários (não é necessário possuir conta), pois será sempre bem vinda. Críticas, mais ainda, quando construtivas!
Espero que gostem, até!
- Breve apresentação:
- Vanessa Matos Cabral.
16 anos.
Pretendo cursar arquitetura.
Enfim, sou muito espontânea e como qualquer coisa isso tem seus contras e prós, porque ,às vezes, falo coisas sem pensar. Orgulhosa ao extremo e não sei dar conselhos. Sou muito engraçada, quem me conhece sabe... E se nada der certo vou ser humorista.
- Clicia Maria do Monte Batista.
18 anos.
Iniciando Engenharia de Produção na UFPI.
Discreta, observadora, curiosa e sempre focada. Sonhadora, porém, pé no chão.
- Maria Clara Franco Andrade.
14 anos.
Futura oftalmologista, mas se nada der certo, advogada, porque também amo essa profissão.
Sou extremamente curiosa, às vezes afetiva, engraçada quando devo e amiga 25h/dia.
- Lucas Felipe Santos
Tenho 18 anos,
E a única coisa que me interessa no universo é a contemplação do mesmo. Estar vivo não é um ato de acomodação e sim de veneração a uma máquina na qual somos as principais fontes de energia. Viajar pelos cosmos, descobrir os segredos escondidos por trás dos arquétipos, talvez seja o principal motivo de estarmos aqui. O livro, que enquanto matéria é apenas papel morto, cumpre essa função. E esse é um dos principais motivos que quero aprimorar meu ainda modesto conhecimento em literatura e, não que eu não goste da literatura contemporânea, mas meu interesse é mais na geração Modernista, Simbolista, Naturalista, Realista e um pouco da 2ª Geração Romântica. E esse é um dos principais motivos que me levam a procurar cursar Letras - apesar do pouco reconhecimento do profissional.
- Caio Luis de Sena Cavalcante.
24 anos.
Psicólogo, pós graduando em Neuropsicologia, músico e adepto de café como tradução de "Bom dia".
- Domingos Prudêncio.
17 anos.
Pretendo cursar psicologia e filosofia.
Aspirante a várias coisas, entre elas músico e escritor. Acima de tudo amante da filosofia.
- Fragne Morais Gomes.
18 anos.
Pretendo cursar História.
Estudante, músico, apaixonado por literatura e história.
- Perguntas e respostas:
1. Você gosta de ler? E o que prefere? (Livros, revistas, etc.)
Vanessa: Amo ler. Na verdade, é uma das melhores coisas que existe. No caso, eu prefiro livros, mas ainda leio alguns blogs e certos documentários (os mais curiosos).
Clicia: Gosto. Prefiro livros, tanto literatura clássica como contemporânea.
Maria Clara: Se eu gosto? Eu amo! Livros deveriam ser a oitava maravilha do mundo! Creio que já respondi citando os livros como a oitava maravilha do mundo.
Lucas: Sim, gosto. Não tenho interesse por revista exceto de cunho literário mesmo, não me alieno do mundo, mas não preciso ler numa revista que não sei quem foi assassinado só pra eu dizer "que horror" e quase na maioria das vezes usar isso apenas como matéria vendida. "Você ficou sabendo o que aconteceu?". Vira assunto de discussão quando às vezes nem deveria. É importante ressaltar que eu disse que não me alieno do mundo, então não se equivoque na constatação. Já citei na descrição o porquê de preferir o livro, a poesia de modo genérico, como elemento literário.
Caio: Sim, gosto de ler de tudo, desde slogans de propaganda (sim, sou apaixonado por slogans) à biografias.
Domingos: Sim, gosto. Prefiro livros, mas também gosto de ler revistas e blogs de guitarra, filosofia, humor e curiosidades.
Fragne: Livros. Com certeza.
2. De quais gêneros de livros você é mais afim?
Vanessa: Ficção é o meu preferido, mas às vezes eu opto pela realidade, um pouco de drama é sempre bom.
Clicia: Investigação, suspense e romance.
Maria Clara: Romance, drama, ficção e biografias.
Lucas: Livros com aspectos simbólicos e sagrados. O livro Baghavad-Gita é uma das maiores obras da humanidade e é um livro sagrado. Um livro cheio de arquétipos, símbolos, questionamentos, dor, sangue, víscera, humanidade e divindade. Qualquer livro que envolva uma questão inerente à humanidade é de meu interesse.
Caio: Gosto muito de crônicas, biografias, romances e comédias.
Domingos: Prefiro romances policiais e aventuras épicas, também gosto de narrativas de cunho filosófico.
Fragne: Bem, eu consumo literatura de todas as formas. Desde poesia até literatura filosófica. Mas como bom fã de Allan Poe e Baudelaire, eu leio bem mais poesia, horror e suspense.
3. Quais os benefícios de uma boa leitura?
Vanessa: Conhecimento sobre algum assunto, o que te faz saber argumentar e com isso, tem o ampliamento do vocabulário; você adquiri melhor concentração e colabora na escrita, basicamente isso.
Clicia: Aumentar o vocabulário, conhecer mais o mundo, novas coisas, novas culturas.
Maria Clara: Ontem eu estava assistindo a uma reportagem sobre um senhor de 99 anos que ainda dirigia, trabalhava e tinha uma namorada. O repórter perguntou o segredo e ele lhe respondeu: peixe e muita leitura.
Lucas: O benefício de uma boa leitura - livre, sem imposição social - é você se sentir livre para acrescentar naquilo mais relevante em que deve ser feito - na sua mente. Você fazendo isso muitas portas se abrem e você deixa de ser quem você era, você deixa de ser um ser moldado pelas circunstâncias do meio - na medida do possível.
Lucas: O benefício de uma boa leitura - livre, sem imposição social - é você se sentir livre para acrescentar naquilo mais relevante em que deve ser feito - na sua mente. Você fazendo isso muitas portas se abrem e você deixa de ser quem você era, você deixa de ser um ser moldado pelas circunstâncias do meio - na medida do possível.
Caio: Ler desenvolve a criatividade, amplia o vocabulário e a capacidade de raciocínio, e faz com que o tempo voe de forma positiva. Nada melhor que curar o tédio que com uma boa leitura.
Domingos: Grande parte da formação de opinião do indivíduo parte da leitura, pois quando este lê, pode checar a veracidade de uma conversa, música ou filme. Essa checagem é feita seguindo a lógica que a opinião da pessoa que a exibiu provavelmente é baseada em algum autor, e o indivíduo que lê pode checar se a pessoa distorceu os textos do autor em questão. Após a observação desse texto o observador pode fazer sua própria interpretação, criando sua opinião e com o conjunto de outras leituras, sua personalidade.
Fragne: Além do evidente aumento de vocabulário, o bom leitor possui melhor argumentação e desenvoltura com a escrita. O exercício da leitura te torna eloquente.
Sem falar no nível cultural e outras bossas. rs
4. Se pudesse recomendar 3 livros a todos, quais seriam e por quê?
Vanessa: Quem curtir o mesmo gênero que eu vai gostar de Um Homem de Sorte, a saga de A Mediadora e a trilogia de Jogos Vorazes. Meio difícil citar só 3, mas esses são os meus preferidos. A história em si e me fizeram derramar algumas lágrimas, hahahah.
Clicia: "Dom casmurro", porque você mesmo tem que formar sua opinião sobre se Capitu traiu ou não Bentinho, já que o autor não revela. "Um sonho no caroço do abacate", porque passa uma mensagem de muita fé na vida e esperança. E, "Você é insubstituível" do Augusto Cury, mostra o quanto somos especiais e vencedores.
Maria Clara: "A Bela Maldade" porque chorei horrores e pelo fato de realmente ter gostado da história. "Depois daquela viagem" pelo fato de ser um realismo e de fazer você ter vontade de viver independente dos problemas. E "O menino de pijama listrado", porque chorei muito também e trata amizade como uma tão forte que vai além de raça ou religião.
Maria Clara: "A Bela Maldade" porque chorei horrores e pelo fato de realmente ter gostado da história. "Depois daquela viagem" pelo fato de ser um realismo e de fazer você ter vontade de viver independente dos problemas. E "O menino de pijama listrado", porque chorei muito também e trata amizade como uma tão forte que vai além de raça ou religião.
Lucas: Toda a Mitologia do Kaos - o que envolve a obra toda - do Joge Mautner. Mitologia do Kaos é o nome dado pra toda a coleção literária dele, os livros dialogam entre si, são em sequência, e falam do fascínio que é a vida quando as respostas não são absolutas. Admirável Mundo Novo, do Huxley, sempre é um livro a ser citado, pelo caráter realista e por ser uma projeção futurística - se você for mais atento verá que não é uma projeção, é uma constatação. E por último indicaria o livro Memórias Póstumas, do Machadão, que não pode faltar em nenhuma lista. Desse não preciso falar absolutamente nada, se a literatura é como é hoje - a de qualidade - devemos pedir bênção a esse cidadão.
Caio: O pequeno príncipe, Sentimento do mundo (Carlos Drummond de Andrade) e Ciência e comportamento humano (Skinner). São livros auto explicativos, dos quais me fizeram desenvolver certas habilidades. "O pequeno príncipe" foi importante devido ao saudosismo que ele traz da infância e lição que ele passa, Drummond é o cara, não existe poeta mais universal e simples que ele, sabe descrever a realidade de forma clara e sempre trazendo algo de bom. Já o CCH aborda a minha profissão, serve de obra norteadora do meu trabalho.
Domingos: 3 livros: Humano Demasiado Humano, Laranja Mecânica e O Hipnotista. O primeiro é o meu favorito de Nietzsche, em que ele discorre sobre absolutamente tudo que deseja discorrer, não tem um direcionamento exato, o que o torna um livro extremamente livre por parte do autor. O Laranja Mecânica é um livro interessantíssimo que é essencial para todas as pessoas que desejam fazer psicologia ou querem ter algum conhecimento da área. Por último O Hipnotista é um livro de Romance Policial completamente enigmático, de certo modo frio mas ao mesmo tempo deveras envolvente.
Fragne: Recomendaria qualquer coisa de qualquer heterônimo do Fernando Pessoa. Ele foi responsável por abrir meus horizontes poéticos e por me dizer de alguma forma que eu era capaz daquilo!
2- Kafka! A Metamorfose! HAHA
Kafka é um realista que desconstrói o realismo. Brinca com o concreto e transforma em fantástico, onírico! Por isso, já classificam ele como modernista e tudo. Foi um grande influenciador do García Marquez, um autor colombiano (também do século XX) que eu gosto muito.
3- Os Últimos Dia de Paupéria - Torquato Neto
O Torquato é um cara que eu admiro bastante. Não só por ser o expoente regional do Tropicalismo, o movimento artístico mais foda da história do Brasil, mas também por ter sido um cara extremamente engajado e prolífico. O "Anjo Torto" foi jornalista, poeta, letrista, ator e diretor de cinema. É um cara que deve ser idolatrado não só pelos piauienses.
5. Dizem que livro é melhor que filme, por ser mais completo e detalhado. Qual sua opinião acerca disso?
Vanessa: É impressionante a capacidade do livro conseguir ser melhor que o filme, principalmente na questão dos detalhes. Tem também o fato de que quando você tá lendo, imagina os personagens, as cenas e as expectativas que você cria em relação a isso nem sempre satisfaz no filme, mas vai de cada um.
Clicia: Com certeza! O livro contém mais detalhes. E nos filmes, partes são mudadas ou até mesmo todo o final.
Maria Clara: Concordo até porque quando livro vira filme perde a graça, apesar de ser apenas uma adaptação na maioria das vezes.
Maria Clara: Concordo até porque quando livro vira filme perde a graça, apesar de ser apenas uma adaptação na maioria das vezes.
Lucas: A arte como um todo foge dessa questão. Um filme é melhor que um livro, um livro que um filme, uma música que os dois, os dois maiores que a música. Não há nada disso. Há obra artística, seja qual for, e a qualidade dela. Só isso.
Caio: Não costumo falar isso, acho que o áudio-visual é bem interessante também, é uma outra forma de arte.
Domingos: O Filme é um processo mais rápido de absorção de informações, por isso bem chamativo, interessante, mas não dá espaço para muitos detalhes como um livro. Não digo que "livro é melhor que filme", mas digo que um bom filme, na maioria das vezes, tem um livro ainda melhor por trás.
Fragne: A linguagem do cinema é muito diferente da literária. As adaptações geralmente são desapontadoras para fãs ortodoxos de certas obras. Acredito que poucas adaptações funcionam bem. Geralmente isso acontece melhor com quadrinhos, entretanto, com literatura é bem mais complicado. Me interesso mais quando diretores se interessam por obras literárias para compor os filmes. É o caso de "Salò ou os 120 Dias de Sodoma" do Pasolini. Esse maluco italiano trouxe a obra do Marquês de Sade (outro insano) para a contemporaneidade da Itália fascista. É um filme que eu recomendo, mas como a entrevista é sobre literatura, eu deixo quieto. rs
6. O que você diria àqueles que não gostam nem da ideia de ler?
Vanessa: Sinceramente? Eu diria que sinto vergonha alheia. Hahaha.
Clicia: Que ler abre caminhos, "A maior viagem de um ser humano é para dentro de si mesmo e a forma mais bonita de fazê-la é lendo um livro".
Maria Clara: LEIAM, rsrs.
Maria Clara: LEIAM, rsrs.
Lucas: Eu sou o contrário das pessoas, não tentaria convencer ninguém. O que posso fazer é dar uma dica, todo o conhecimento humano está nos livros - mesmo que nas entrelinhas. Isso é o bastante pra você?
Caio: "Senta aqui, vou te contar uma história..."
Domingos: Essa última pergunta é complicada (risos). O que posso dizer ? Leiam para testar, mas não leiam qualquer porcaria como teste, se não logo desistirão. Comecem com um livro de seu interesse, que tenha capítulos curtos, como os de O Hipnotista, o livro é grande, mas corre rápido pela incrível habilidade do autor de envolver o leitor com informações rápidas, capítulos curtos.
Fragne: Diria que eles estão lendo o tempo inteiro e não perceberam. haha
E outra coisa: É impossível não gostar de algo que não se buscou conhecer. A arte é algo amplamente subjetivo. Tem de tudo, alguma coisa em algum momento vai lhe tocar. Você só despreza se não conhecer realmente.
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