sexta-feira, 9 de agosto de 2013



Diga-me, por favor, que mal tão grotesco fiz eu e minha família para que tu sentirdes no direito e nos privássemos da substância vital? Queria entender, para quem assim sabe em paz morrer. Somos escória de uma sociedade onde o dinheiro fala mais alto que uma vida. Corrupção é fichinha, há muito por debaixo do suor e sufoco alheio. Valores morais? 
Que nada! O que importa são os preços e te agradece o capitalismo. 
Nosso gado já não mais existe, foram-se lá as últimas vivas cabeças. Donde vens com tanto sangue em seu ódio? Com tanta sede ao pote que nem ouro sequer água tem. Peço-lhe, piedade. Se aí dentro ainda restar alguém que consigas enxergar além de seu umbigo, erga sua cabeça e abaixe esta mão em punho. Levanta-me ou pelo menos converse comigo e não me deixes cair no sono eterno.

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