segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Redição de Ana

Obra surrealista Into her blues de Sarah Joncas.
Na cama, triste
Em frente,  feliz
Contigo sorriste
No seu canto, atriz

Roubaram a inocência
Do olhar desta criança
Quanta maldade na essência
Devasta, deixando-a sem esperança

Quem dera, ah!, pesadelo fosse
Pois, uma hora deveria acabar
Malditos!, querendo dela a posse
Como uma da vida, mulher vulgar

Sem licença pedir
Ceifam-na a alma
Desesperada por partir
Indubitável perder a calma

À procura de refúgio
Perdida andou
Até que num suspiro último
No amor encontrou

Alegria nas coisas mais singelas
Eram já para ela improvisada terapia
Sufocada pelas do mundo e próprias mazelas
Mataria-se sem sequer o riso de cada dia

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tenta

Se difícil ficar,
Aguenta.

Estiver para desabar,
Sustenta.

Algo estiver em falta,
Compensa.

Não der pra aguentar,
Repensa.

E, ainda assim, cinza ficar,
Pensa. Repensa. Tri pensa. 

Vale a pena continuar a tentar?
Tenta.