segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ana e quimeras.


Na noite de ontem, fria e escura, os pesadelos pareceram-me reais. Conspurcam até então o que conhecia de realidade e ceifaram quimeras inocentes, minha essência. Morri. Ou ao menos uma parte de mim. A partir dali, minha mente já não era mais a mesma. Branca, branda? Não, em seu lugar é cinza, agitada. Após anos em silêncio, eles estão comigo novamente.
É um desespero gritante dentro de mim por não saber como lidar. Essa história de perdoar não é tão fácil como dizem, pois quando a mágoa e ressentimento são grandes, a ideia de dizer um "tudo bem quanto a isso" chega a ser ridícula. Você pergunta a si: passei por tudo isso e vou dizer O.K.? Não dá, não consigo ainda. A dor faz parte do que sou hoje. Ela me manteve sã (que contradição!). Péssimo, eu sei.
Exemplificando de uma maneira bem distante, imagine um(a) antigo(a) namorado(a), aquela pessoa que você amou muito, confiou seus segredos e sentimentos. Aquele alguém que conheceu sua família e acabou tornando-se parte dela também. Então, após anos com você, descobres que ela a(o) enganou e traiu de diversas formas. Baita decepção, não? Sim, é. Perdoarias esse alguém sem que ele até pedisse?
Ao cometer os erros, não teve sequer consideração. Nem se colocou em seu lugar ou lembrou de você. Fez suas escolhas e pronto. Agora fala achando que estas palavras farão efeito diante de todos o ocorrido. Como reagirias tu? É árduo, no fundo, querer dar perdão a quem nem o deseja. Virtuosos os que possuem tamanha capacidade de perdoar livremente. Cá confesso minha imensa admiração!
Quiçá chegue o dia em que conseguirei fazer o mesmo acerca dos pesadelos que circundam o meu eu. Seria bom descansar estes ombros tensos e cansados de carregar o fardo, pois. Malditos que não merecem tal relevância. Baixo aos pesadelos! Salve, perdão!
Paz interior, seja muito bem-vinda, senti saudades.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Críticas construtivas e elogios são sempre bem vindos.